11/12/11

Protesto contra retirada de pessoas das ruas

INFÂNCIA EM PAUTA !: Protesto contra retirada de pessoas das ruas:

Militantes de Fortaleza e outras dez cidades realizaram protesto contra o recolhimento compulsório de pessoas em situação de rua. No Rio de...

09/12/11

Recolhimento Compusório, aqui não !


Cidades-sede da Copa 2014 farão manifestações hoje contra recolhimento compulsório de dependentes químicos

Nesta sexta-feira, 09, onze cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol (exceto Natal) vão se manifestar contra a iniciativa da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro (Sudeste do Brasil) de recolher compulsoriamente pessoas em situação de rua, entre elas crianças e adolescentes, com a justificativa de tratar a dependência química. A manifestação está sendo organizada pela Campanha Nacional Criança Não é de Rua, pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos e organizações parceiras.
Os/as manifestantes irão vestir sacos de lixo para protestar e mostrar que o recolhimento compulsório não é o caminho correto para tirar os moradores e crianças em situação de rua da dependência química. Em Fortaleza, Ceará, a manifestação acontecerá no Parque das Crianças, na Secretaria dos Direitos Humanos, a partir das 9h.
De acordo com Adriano Ribeiro, Secretário Nacional Adjunto da Campanha Nacional Criança não é de Rua, o ato quer se solidarizar com a situação do Rio de Janeiro e evitar que a prática se espalhe para outras cidades. Para ele, existem outros modos de tratar os dependentes químicos que estão em situação de rua.
"A Assistência Social e o Sistema Único de Saúde oferecem meios para o tratamento da dependência. Também os Consultórios de Rua fazem um bom atendimento e buscam convencer os usuários de drogas a buscarem tratamento. O recolhimento é ineficaz e atenta contra a dignidade da pessoa humana", manifesta.
Adriano lamenta o fato de a medida receber intenso apoio popular e afirma que estão trabalhando para mostrar que mostrar a ineficácia da medida. "Estamos atentos para fazer um contraponto com a população. A falta de informação leva muitas pessoas a apoiar a iniciativa do Rio de Janeiro. É verdade que os dependentes químicos precisam de ajuda, mas não de qualquer forma. O recolhimento pode até funcionar, mas até quando? E depois que passar a Copa do Mundo e a Copa das Confederações?", questiona.
De acordo com as organizações de apoio à criança e ao adolescente, a iniciativa viola a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Saúde Mental. Contudo, o Ministério Público, a juíza da Vara da Infância, Juventude e do Idoso da Capital, Ivone Caetano, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux discordam e apoiam a resolução publicada pelo Secretário Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, Rodrigo Bethlem, justificando que inexiste qualquer inconstitucionalidade na aplicação do novo Protocolo de Abordagem Social, que permite o recolhimento compulsório.
Para além da discussão sobre a legalidade da lei é necessário ver o funcionamento da iniciativa em sua totalidade. Segundo Adriano Ribeiro, a operação para limpar a cidade é feita com o acompanhamento da Polícia Militar e da Guarda Municipal.
"O recolhimento é violento e inicialmente todos são levados para a delegacia. Além da intimidação e da repressão na abordagem, crianças e adolescentes são levados para clínicas de recuperação que não estão preparadas para recebê-los. Não há número suficiente de profissionais e as clínicas não têm capacidade para tratá-los", afirma.
Para demonstrar repúdio a esta situação, os manifestantes vão vestir sacos de lixo e caminhar com uma faixa onde estará escrito: "Recolhimento compulsório, aqui não!". Também será protocolada uma Carta de Repúdio nas Secretarias de Assistência Social, de Direitos Humanos, Ministério Público e outras instâncias.
As cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 são: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Natal, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Para mais informações, acesse:
www.criancanaoederua.org.br
FONTE: http://www.clickpb.com.br 

04/12/11

Unicef alerta: jovens têm direitos violados


Em Apucarana, principais estratégias para contemplar jovens de baixa renda é a educação integral e programas específicos

Antoniele Luciano - da Tribuna do Norte - Diário do Paraná


Aos 14 anos, a apucaranense Juliana Carolina de Arcanjo Stefe já conhece pessoas da idade dela que foram protagonistas de casos envolvendo a polícia. “A gente sabe de alguns e não é só na minha escola”, conta a aluna da 6ª série do Ensino Fundamental. Ela acredita que para mudar esta realidade, que em Apucarana levou à apreensão de mais de 250 menores neste ano, é preciso investir em políticas voltadas à juventude. “Se tivéssemos mais esporte, cursos, música e teatro para ocupar a cabeça desses jovens, poderia ser diferente”, opina.

Moradora do Jardim América, na zona norte da cidade, Juliana é um dos adolescentes que aguardam por mais programas envolvendo a juventude no município. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Apucarana, jovens de 12 a 17 anos já são mais de 12,2 mil. Esta faixa etária, de acordo com o relatório “Situação da Adolescência Brasileira 2011”, divulgado nesta semana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), é o extrato da população que tem os direitos mais violados no País. Com maior incidência de pobreza, risco de morte violenta, privação da convivência familiar, os jovens, conforme o estudo, estão mais vulneráveis à exploração sexual, evasão escolar, abuso de drogas, contágio por doenças sexualmente transmissíveis e criminalidade.


O diretor do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) em Apucarana, o psicólogo Gleyson Fernandes Reis, avalia que a rede de serviços destinada a este público na cidade é ampla, mas ainda necessita de mais incentivos. “Somos privilegiados porque temos três entidades que trabalham com medidas socioeducativas para adolescentes, enquanto outros municípios da região têm apenas uma. Mas, não existe política pública que reserve um orçamento específico para a área”, diz.

Para o secretário Municipal de Juventude, Moisés Tavares, o Centro da Juventude, cujas obras tiveram início neste ano depois de entraves envolvendo a licitação da construção, será o principal instrumento do município no acompanhamento e resgate dos jovens. “Será um espaço de inserção social, educação, cultura e esportes, que estará à disposição de todas as entidades sociais da cidade”, atesta.